Participo de muitos grupos no Facebook, leio muitos blogs, acompanho um pouco a experiência de algumas pessoas que decidiram viver no exterior…
E quando o assunto é brasileiros, amizade com brasileiros, o que mais vejo (e leio) são lamentações. Isso me incomoda, e muito!
Se lamentam que os brasileiros que estão fora são metidos, que “se sentem europeus” e esnobam todo mundo, que são egoístas, que se negam a ajudar, e outras coisas mais.
Uma coisa que a maioria não entende é: ninguém tem obrigação de se tornar amigo de um brasileiro simplesmente por ser também brasileiro.
Ajudar, dar um apoio a quem tá chegando ou precisando de alguma coisa, é outro assunto. É uma coisa de princípios, educação, ponto.
Eu, sinceramente só tenho experiência positivas com brasileiros que conheci por aqui. Mesmo porque as que não foram assim tão boas apenas ignoro e sigo em frente. Olhar o lado bom é sempre melhor e preferível.
Uma coisa curiosa é que sair do país te abre o mundo.
Por quê?
Bem, porque as possibilidades de conhecer uma variedade de pessoas diferentes são muito maiores.
Não se vê classe social, não se vê origem, não se vê profissão, não se vê “berço”, só se vê CORAÇÃO.
É a pessoa simples “da roça”, a da “cidade grande”, a do norte, a do sul, a cabeleireira, a faxineira, a gay, a executiva, a travesti, a transexual, a de família rica, a de família pobre, a que sabe ler e escrever (português claro), a que não teve essa oportunidade, a que veio estudar, a que veio trabalhar, a que veio tentar a vida, a que fugiu de casa, a que casou com alguém de fora que conheceu pela internet, enfim, PESSOAS.
E dessa variedade infinita, nascem as amizades. Amizades que se estivéssemos no Brasil dificilmente aconteceriam, porque no Brasil só se anda em grupos. Os mesmos tipos de pessoas, mesmo estilo, mesmos gostos….
Aqui, as vezes mesmo por compatibilidade mínima, nasce uma amizade, pois quando o que se vê é CORAÇÃO, não precisa de muitas compatibilidades, basta ser bom, querer o bem e ter o objetivo de vida de querer uma vida melhor, ser alguém melhor.
Fiz poucas mas importantes amizades desde que cheguei na Itália.
As que me ajudaram de alguma forma, indicaram emprego ou casa, a que estudou comigo, a que tem tanta compatibilidade que virou minha “irmã” do coração, as que tem o CORAÇÃO tão grande que se pode contar a todo momento, a amiga da amiga que virou minha amiga; até as amizades de internet, essas e outras que mesmo se não nos falamos sempre, estão guardadas com muito carinho no meu coração. E agradeço sempre à Deus por ter cruzado com todos elas nesta minha caminhada.
Quanto aos brasileiros que não tive experiência boa? Apenas lhes desejo sorte e que tudo dê certo para eles também. Afinal, o que desejamos para os outros é o que volta para nós.
Bom dia a todos!
Baci!
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