Hoje publico o relato de uma brasileira que mora em Roma e teve um bebê por aqui.
Ela se prontificou a relatar seu parto pois para ela foi um trauma, devido aos maus tratos que teve no hospital que foi parir seu filho.
Vamos usar um pseudônimo, Rosa.
O parto de Rosa
Rosa estava já de 40 semanas de gestação, portanto no fim do tempo normal.
Com dores, foi à sua ginecologista que não a quis visitar dizendo que as dores eram normais, mas que era preciso ter paciência e esperar pois, ainda não era hora e que o primeiro filho atrasava mais o nascimento.
No dia seguinte começaram as contrações mais fortes e durante a madrugada, se tornaram insuportáveis e assim, Rosa decidiu com seu marido de ir ao hospital para a internação.
No Pronto Socorro do hospital a examinaram e já tinha cerca 5 cm de dilatação.
A encaminharam diretamente à sala parto. Com muita dor, ao pedir ajuda para ir ao banheiro, foi debochada pela equipe médica presente. E começaram ali os maus tratos.
Rosa com dores insuportáveis, escolheu tomar a anestesia epidural, mas diz ter aliviado um pouco somente na primeira aplicação.
O parto estava sendo difícil porque o bebê não descia apesar de estar já completamente dilatada.
A dificuldade do parto levou à queda dos batimentos cardíacos do bebê, levando ao que se chama de sofrimento fetal. Rosa diz que poderiam ter logo partido para um parto cesáreo devido às condições do bebê, mas insistiram no parto normal utilizando a ventosa para a saída do bebê.
O procedimento “amassou” levemente a cabeça do bebê, que voltou à forma normal depois de alguns meses.
Durante todo o parto, Rosa alega maus tratos do médico que a atendeu, nominando somente como Paolo. Disse ter sofrido xingamentos e sinais de preconceito (xenofobia), coisa que também foi relatado a ela por uma amiga equatoriana que também pariu naquele hospital.
Para Rosa o parto foi tão traumático que desencadeou uma depressão.
Infelizmente, devido à toda dificuldade do parto, seu bebê ficou com sequelas, como o de atraso no desenvolvimento, tendo que fazer terapias constantes, como a motora e outros tipos de acompanhamento. Gastam muito mensalmente para que seu filho se desenvolva normalmente.
Graças a Deus todos os tratamentos vêm fazendo efeito, porém Rosa se sente desamparada e chateada pelo acontecido, alegando ter sofrido negligência médica (com razão).
Todos os acompanhamentos médicos efetuados com seu filho após o nascimento indicam que sim, as sequelas são devidas ao parto.
Rosa não teve nenhum apoio do governo em relação a isso.
Diz que poderia ter entrado na justiça para exigir seus direitos como mãe, por ter sofrido negligência médica durante seu parto em um hospital público.
Mas isso exigia um advogado, gastos que não se permitiam na época e acabaram deixando para trás. Preocupando-se somente na saúde do filho.
Graças a Deus a criança responde aos tratamentos e está muito perto de um desenvolvimento normal.
Porém Rosa não aconselha o hospital Santo Eugenio de Roma e os médicos da equipe.
Fica aqui seu relato.
Força mamãe! Que Deus continue abençoando vocês.
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Baci a tutti!
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