O Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o inicio do inverno. Ocorre este ano no dia 21 de dezembro no hemisfério norte (hoje) e 21 de junho no hemisfério sul.
Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral à associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento, realizando celebrações e festivais ligados às suas religiões.
A palavra solstício vem do latim sol (Sol), e sistere (que não se move). O solstício de inverno ocorre quando o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador.
O dia do solstício são aqueles onde você tem o máximo ou mínimo de horas de luz . Devido a vários fenômenos medidos pela “equação do tempo” , como a excentricidade órbita da Terra e outros, o solstício é o dia em que temos o nascer ou o pôr-do-sol mais cedo ou mais tarde e não coincidir com o dia em que a Terra está em afélio (o ponto da órbita em que o planeta está mais afastado do Sol) ou periélio (mais perto do Sol).
Vejam o calendário dos Solstícios:
Algumas culturas antigas que celebram a data:
Chineses
No calendário chinês, o solstício de Inverno chama-se dong zhi (chegada do Inverno) e é considerado uma data de importância extrema, visto ser aí festejada a passagem de ano.
Europa pré-cristã
Os povos da Europa pré-cristã, chamados pelos católicos de pagãos, tinham grande ligação com esta data.
Segundo alguns, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o pôr-do-sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.
Roma antiga
Entre os romanos os festivais eram muito populares. O período marcava a Saturnália, em homenagem ao deus Saturno. O deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício. Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas no solstício também.
Com a introdução do cristianismo no Império Romano houve, por parte da Igreja Católica, uma tentativa de cristianizar os festivais “pagãos”. Há indícios de que a data de 25 de dezembro foi escolhida para representar o nascimento de Cristo já no século IV. Há evidência bíblica de que Jesus não teria nascido durante o inverno, pois, no momento do nascimento, pastores estavam cuidando de seus rebanhos nas vigílias da noite, e o período do solstício, visto como o renascimento do Sol, carrega forte representatividade. Além disso, conseguiu aproveitar a popularidade das festividades da época.
Neopaganismo
Hoje esta data é revivida na celebração do Sabbat Neopagão Yule. Que revive algumas antigas tradições religiosas dos povos europeus pré-cristãos.
A celebração pagã da Luz, a Yule, ocorre no dia do solstício de inverno. É o festival do Sol, e o retorno da luz é o elemento principal de toda celebração. No hemisfério norte, o solstício de inverno é comemorado por milênios. O povo norueguês considerou-o um momento de grande alegria, felicidade, e se formos a acreditar nas sagas islandesas, é também um momento de sacrifício.
Entre os costumes tradicionais da Yule o que se lembra mais é certamente a árvore decorada: abundância de esperança e de frutos. Os celtas das Ilhas Britânicas também a utilizavam para celebrar o solstício de inverno.
O solstício é comemorado muito antes de Cristo. Uma comemoração da volta da luz, depois de ter um dia mais curto, com menos luz do Sol, com o Sol mais longe. Então, nessa semana de Natal, as comemorações se mesclam, uma é outra e outra é uma. Já que Jesus nos deu a vida, a luz, vamos comemorar o seu nascimento, a luz que nos ilumina.
Baci e, desde já, um Feliz Natal a todos e um bom inverno!






