Domingo, véspera de Ferragosto, feriado por aqui, fomos passear no Lago de Garda, mais especificamente nas cidades de Sirmione e Saló.
Começo, no post de hoje, a falar de Sirmione, claro, sem antes falar um pouco sobre o Lago de Garda.
O Lago di Garda é o maior lago italiano, tem cerca de 370 km² de superfície e ocupa parte de três regiões do norte italiano: Lombardia, Veneto e Trentino-Alto Adige. Está em média cerca de 65 metros acima do nível do mar e é alimentado por 25 afluentes, sendo o principal o rio Sarca. Atualmente quase toda a alimentação é controlada pelo homem através de barragens, o que faz com que a mesma água permaneça no lago por cerca de 26,8 anos.

Sirmione é um comune localizado numa península que divide a parte baixa do Lago de Garda, como se pode ver no mapa acima.
Sirmione tem traços de ocupação humana datados do 5º milênio antes de Cristo (Uau!) e tornou-se importante centro urbano no tempo dos romanos (séc. 1 a.C). A partir do século V d.C, tornou-se área fortificada e de comércio controlado entre Verona e Brescia. Entre 1277 e 1278 foi construído o Castello Scaligero, hoje cartão postal da cidade. Em 1405 a cidade passou a ser controlada pela República de Veneza.
O Catello Scaligero é um dos mais bem preservados de toda a Itália. É banhado de todos os lados pelo lago di Garda, e separa a parte histórica de Sirmione. Há um museu no castelo, aberto a visitação, de segunda a sábado, como fomos no domingo teremos que voltar uma outra vez para vê-lo (com muito prazer!).
Há uma lenda do castelo, que há muito tempo morava lá um casal, Ebengardo e sua amada Arice. Tudo corria bem até que em uma noite de tempestade, abrigaram um cavaleiro Veneto. Mas o rapaz, atordoado com a beleza de Arice, entra no seu quarto e essa começa a gritar assustada e o cavaleiro punha-la fatalmente. Ebengardo corre à sua procura (dormiam em quartos separados), a encontra morta e mata o cavaleiro (Elalberto). Segundo a lenda, em noites de tempestade é possível ver a alma de Ebengardo vagando pelo castelo à procura de Arice.
Bem, não entrei no castelo mas também não tinha nenhuma tempestade, por isso não pude conferir se a lenda é verdadeira, hahaha! Ao contrário, fazia um calor danado, eu morrendo de vontade de me jogar naquelas águas de cor maravilhosa, para me refrescar (aliás, muitas pessoas fazem isso em certos trechos do lago).
Já a cidade histórica é repleta de vielinhas charmosas, com restaurantes, lojinhas e bares. Um encanto! O preço dos restaurantes é bem acessível, mesmo aqueles quase à beira do lago! Adoramos!
Em Sirmione, na ponta da península ficam as mais importantes ruínas de uma vila romana da época Setentrional, as Grutas de Catullo (Grotte di Catullo), datadas do 1º sec. a.C ao 1º d.C. Infelizmente não conseguimos visitá-las, deixaremos para uma outra vez!

Depois de almoçar e passear por Sirmione, fomos a Saló. Outra importante e famosa cidade à beira do Lago de Garda. Mas essa parte eu conto depois!
Baci!
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